A Mattel vende 1 bilhão de dólares em sua divisão de carros de brinquedo (Hot Wheels, Matchbox e Tyco) por ano no mundo todo, e seu maior mercado consumidor é os Estados Unidos, seguido pelo Brasil, que já é o segundo maior mercado global da Mattel.
30% das vendas lá nos EUA são feitas para colecionadores, e 70% são feitas para pais e mães que compram os carrinhos para seus filhos (aqui no Brasil essa relação é de 20% e 80%). E está aí o grande problema: as mães são as maiores compradoras de brinquedos para os filhos, e elas estão comprando menos Hot Wheels e miniaturas em geral.
Em um recente estudo, a Mattel quis ouvir a opinião das mães sobre a compra de carrinhos para seus filhos, e descobriu que elas não entendem os motivos de se comprar miniaturas, já que preferem comprar bonecos de personagens e brinquedos com uma característica mais educativa (blocos de montar, jogos, etc). Elas não encontram sentido em dar carrinhos para seus filhos, já que eles vão bater uns contra os outros e estragá-los. Elas também não sabem brincar com carrinhos com os seus filhos.
Com isso, as vendas caíram 1% nos EUA no final do ano passado, e tem 3 anos que a divisão de brinquedos para meninos não cresce. As vendas aqui no Brasil, por outro lado tem crescido. E isso agora tende a mudar toda a estratégia de marketing da empresa, que passará a veicular anúncios de TV diferenciados para as mães, e criará cartazes diferentes no ponto de venda para auxiliá-las a entender mais esse brinquedo. O site da Hot Wheels também deve passar por mudanças para mostrar dicas de brincadeiras e interagir mais com as mães.
A própria tendência de dividir a linha básica em cinco categorias (Showroom, City, Stunt, Racing e Imagination) visa facilitar a vida das mães na escolha dos modelos. E a criação de miniaturas mais coloridas e mais "fantasiosas" são uma estratégia que sempre funcionou para chamar a atenção das crianças, e que deve continuar ainda por muitos anos, já que o principal mercado é o infantil. A eliminação de peças móveis e de peças pequenas na linha básica que podem comprometer a segurança das crianças, está acontecendo há alguns anos, e é uma tendência que inclusive visa a baratear os custos de produção.
E você? O que acha disso tudo?