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domingo, 24 de setembro de 2017

A história da Schuco

Hoje o Mauricio Nunes vai nos contar sobre uma das marcas mais tradicionais do nosso hobby, a alemã Schuco. Clique aqui e veja todas as postagens do Mauricio sobre a história do nosso hobby.

A Schuco foi fundada em 1912 por Heinrich Müller e Heinrich Schreyer em Nuremberg, Alemanha, a cidade considerada a “Capital dos Brinquedos” das cidades alemãs.

Seu nome original era Spielzeugfirma Schreyer & Co, tendo mudado para um nome menor e mais fácil em 1921 – Schuco (Schreyer und Company).

Em 1920 a Schuco lançou seu primeiro brinquedo de corda de grande sucesso o “Pick Pick”

Esse pássaro ficou em linha de produção até os anos 60 e vendeu mais de vinte milhões de unidades.

Em 1935 a Schuco depositou as primeiras patentes de automóveis de corda de brinquedo. Durante a segunda grande guerra a produção de brinquedos parou e voltou somente após a guerra sempre com modelos genéricos sem licença. Em 1951 a Schuco lançou a série “Varianto” de miniaturas de corda ou bateria que seguiam uma pista que poderia ser montada, emendando-se pedaços de pista plástica perfazendo vários traçados distintos.

Em 1958 os primeiros modelos de metal fundidos foram lançados pela Schuco na linha Piccolo em escala 1:90.

Em 1960 iniciou a produção de modelos em escala 1:43.

A Schuco trabalha também com escala: 1:32 e 1:18 para miniaturas mais detalhadas.

Ainda hoje a Schuco produz miniaturas em resina em três escalas distintas.

Entre os anos 1971 e 1972 iniciou com os modelos em escala 1:66, entre eles os modelos da série Superschnell, que ao ser versado para o inglês era exatamente Superfast como a concorrência da Matchbox. Os modelos Superschnell abriam as portas e tinham pneus de borracha e eram bem detalhados, com pintura de faróis, lanternas e outros detalhes.

Também muito apreciados pelos colecionadores, principalmente os ferromodelistas, são os modelos da Schuco escala HO (1:87) que servem para compor bem com os trens HO.

Entretanto, como em tantas outras fabricantes de miniaturas, vieram os problemas econômicos e a falência da empresa original em 1976. A maior parte da massa falida foi comprada pela empresa inglesa Dunbee-Combex-Marx (DCM) mas essa também não aguentou e faliu em 1980. Após o debacle da DCM em 1980 a alemã Gama Toys, rival da Schuco, comprou os moldes Schuco e daí em diante houve uma fase nebulosa em que a marca foi dispersa por todo lado com moldes e licenças indo parar até na Rússia, Bulgária e inclusive no Brasil onde a Brinquedos Rei tinha a licença e moldes para produção dos modelos e os fez em Manaus. 

As miniaturas Rei escala 1:66, vinham em uma caixa de poliestireno transparente com um “documento de papel” do veículo sobre uma base de espuma, e vinha também um encarte dobrado com outros modelos da série como propaganda. Diferentemente do acordo da Rei com a Siku, onde a marca Siku vinha explícita na caixa, as Schuco não tinham essa marca exposta.

Todas as miniaturas abriam as portas, mas os moldes não eram bem esculpidos e com a grossa camada de tinta, o constante abrir e fechar de portas pelas crianças sempre danificava a pintura da carroceria onde a porta abria muito junto ao corpo do carro. 

Algumas das miniaturas 1:43 vinham em uma caixa desmontada para serem montadas em casa.

Em 1993 a Gama-Schuco se combinou com duas outras empresas, a Trix e uma subsidiária da Märklin (de trens elétricos) até 1996 e após a Schuco se tornou independente uma vez mais. Em 1999 o Simba Dickie Group comprou a Schuco formando a Dickie Schuco. Como o Grupo Simba Dickie já tinha previamente comprado a Smoby, que era dona naquele momento da Majorette, que tinha adquirido a Solido, o grupo Simba Dickie ficou com uma posição grande no mercado de miniaturas com todas essas marcas sob seu controle. Em 2009 o Grupo Simba Dickie vendeu a Majorette mas manteve a Schuco sob controle. 

Hoje a Schuco abandonou a escala 1:66 antiga e a adaptou para escala 1:64. Esse movimento é novo e ainda não têm muitos modelos nessa nova escala, mas alguns modelos de sucesso da menor escala HO foram “aumentados” para 1:64, como os antigos “fuscas” de serviço.
  
Os modelos 1:64 são mais caros que o preço tradicional da escala no mercado, colocando a Schuco na parte superior do mercado com modelos na faixa de oito a nove Euros nas lojas. A qualidade dos modelos e detalhes são impecáveis nesses novos modelos 1:64.

Detalhe como as rodas reais do modelo, e fazer todas as miniaturas na mesma escala (1:64), fazem a diferença. Um Mini Cooper tem que ser menor que uma Mercedes.

Um Porsche Macan tem que ser muito maior que uma Isetta.

É muito bom ver Kombis (T3) e fuscas em proporção com o nível de detalhes dessas miniaturas.


Parte integrante e importante do grupo Simba Dickie a Schuco é hoje a marca “top de linha” da “holding” e sua mais recente opção pela escala 1:64 deixa, com certeza, todos os colecionadores dessa escala satisfeitos e aguardando ansiosos os novos lançamentos de modelos da marca.

Agradecimento ao colecionador Paulo “Big Bond” Vieira por algumas miniaturas Schuco fotografadas nesse artigo.

Referências:


3 comentários:

  1. Ótima marca! São muito bons... Tenho dois Isetta que eu adoro (Foto s dos nossos leitores).

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  2. E pensar que quando criança destrui um monte dessas miniaturas rei, e tbm siku rei..

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  3. Há tempos venho pensando em pedir ajuda aqui para tentar descobrir de qual marca era uma miniatura que tive quando criança há cerca de trinta anos. Gostei muito desta reportagem pois obtive praticamente certeza de que era uma miniatura Rei. A caixinha de acrílico e a base de espuma são inconfundíveis. Dá dó de não tê-la guardado...

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